Antes de mais, peço desculpa pela minha ausência injustificada e indesculpável neste honrado blogue ao qual tenho o enorme prazer de pertencer.
Cumprimentos aos meus "Pessoal Porreiro!
Nesta pequena abordagem gostaria de referir que numa leitura rápida ficou-me na mente as letras maiores (sou um bocado limitado). Vi, sei lá, assim um exemplo ao acaso, em letras maiúsculas "Tetra Campeão Nacional"....
Quanto a isso gostaria de dizer que não é preciso tanto, isso é um facto, e como tal posso retirar daqui o seguinte: ninguém aqui vê mal ao ponto de terem que pôr um "placard" daquele tamanho, logo reflecte uma série de coisas que estão mais do que faladas e que andam muito bem guardadinhas em armários e gavetas (na cabeça) mas as pessoas revelam-se...as fraquezas, virtudes, etc. Todos as temos mas há algumas piores do que outras, as fraquezas, claro. Eu para dizer que o SLBenfica é o nono melhor clube do séc.XX não preciso de pôr num placard de neon. É um facto que me deixa feliz, mas só isso, não entro em comparações com outros clubes.
Pronto, confesso que pensei logo noutro clube, mas era inevitável...o Liverpool, foi por pouco!
... é feio escrever coisas e assinar o nosso nome por baixo... chama-se plágio.
Um dos princípios mais importante do direito (que já nos vem dos romanos) é o princípio "Suum cuique tribuere" - atribuir a cada um o que é seu.
Não quero insunuar que se trata de querer assumir o protagonismo que é merecido por outros. Não.
Trata-se sim de DAR O PROTAGONISMO a quem de direito - a quem escreveu, a quem criou... ao que foi original.
Por isso mesmo é que SE DEVE SEMPRE citar o nome de quem escreveu algo, e na sua ignorância referir "autor desconhecido".
Por exemplo:
"Pato com fruta à António Tavares-Teles"
Quando o, digamos, jornalista António Tavares-Teles foi apanhado numa das mais edificantes escutas do processo Apito Dourado, temi pelo futuro profissional do, digamos, jornalista António Tavares-Teles. Depois, li que o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas concluiu que o, digamos, jornalista Tavares-Teles tinha infringido «objectivamente o n.º 1 do Código Deontológico (…) que obriga a relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade», e ofendera a deontologia profissional — e cheguei a pensar que o, digamos, jornalista Tavares-Teles não voltaria a escrever nos jornais. Só depois me lembrei de um facto importante: vivemos em Portugal, e aqui tudo é possível.
O caso explica-se depressa: o, digamos, jornalista Tavares-Teles escrevia uma coluna chamada O Pato no jornal O Jogo. Certo dia, o bem informado Pato sugeriu que Deco abandonaria a Selecção se fosse injustamente castigado pelo acto corriqueiro e inofensivo de ter atirado uma bota a um árbitro. A escuta da conversa telefónica entre o, digamos, jornalista Tavares-Teles e Pinto da Costa era precisamente sobre esse texto. Cito o jornal Correio da Manhã de 24 de Julho de 2007: «Pelo que se pode ler da transcrição da referida escuta telefónica percebe-se (…) que, além de ter sido combinado, o teor do texto era falso, já que, conforme assumiu Pinto da Costa noutra conversa telefónica, servia apenas como forma de pressão e de chantagem para com os elementos do Conselho Disciplinar da Liga de Clubes». Cito agora alguns dos momentos mais notáveis da escuta:
Tavares-Teles: (…): Olha pá, eu já escrevi aquela história do Deco (…). O Manuel Tavares [director de O Jogo] estava a querer pôr aquilo em grande destaque, pá!
Pinto da Costa: Não, não! Tem mais impacto aí.
Como se não fosse suficientemente habilitado como dirigente, o presidente do Porto ainda revela talento para o jornalismo, e é capaz de definir o lugar em que os textos devem sair para terem mais impacto. A escuta prossegue com a legítima preocupação do, digamos, jornalista Tavares-Teles: quando Deco fosse confrontado com uma intenção que nunca manifestara, como reagiria? Vale a pena ler o diálogo entre dois grandes senhores da comunicação social:
Tavares-Teles: O gajo não é maluco o suficiente para dizer que não, que não é nada, que é tudo mentira?
Pinto da Costa: Não! Eu falo com o Antero e ele avisa!
É interessante referir a escolha vocabular do, digamos, jornalista Tavares-Teles, para quem aquele que opta por dizer a verdade é, e cito, um «maluco».
Quando a escuta foi publicada o, digamos, jornalista Tavares-Teles esbracejou, ameaçou processar o mundo inteiro, e depois não processou ninguém e foi esbracejar para casa. Foi o melhor que fez: livrou-se de mais vergonhas e continua a escrever nos jornais — o que constitui, creio eu, um excelente negócio para os jornais: os textos de opinião são caros, mas os ditados não devem ser especialmente dispendiosos".
Texto de Ricardo Pereira
Vamos ser mais criativos!
Enteados
Há 5 dias
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